terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Pés de Dona
My Spicy Vanilla
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Chapter 1

Pés de Dona

Lara usa uma poção para encolher Antônio, transformando-o em um tiny submisso. Agora, ela explora seu novo poder, dominando-o fisicamente e sexualmente, enquanto ele luta entre o medo e o desejo.

A noite caía sobre o bairro tranquilo, e o ar condicionado zumbia baixinho enquanto Lara se espalhava no sofá da sala, os pés descalços apoiados na mesinha de centro. A televisão exibia um daqueles reality shows que ela adorava odiar, mas sua mente estava longe dali. Os dedos brincavam com a borda do copo de vinho tinto, quase intocado, enquanto ela revivia mentalmente a última conversa com Antônio.

"Cansado, Lara. Sempre a mesma coisa."

As palavras dele ainda doíam, não pela crueldade, mas pela verdade. Quinze anos de casamento, duas décadas se conhecendo, e agora? Agora era só rotina. Sexo mecânico, beijos sem paixão, carinhos que mais pareciam obrigação do que desejo. Ela suspirou, os seios pesados balançando levemente sob a camiseta larga, os mamilos escuros já duros só de pensar no que vinha pela frente. Não, não daria mais para viver assim.

Foi então que lembrou da conversa com Marisa, sua amiga da academia, na semana passada. Entre um gole de caipirinha e outro, a loira havia sussurrado sobre uma poção. Algo antigo, vindo de uma benzedeira do interior de Minas. "Dizem que faz milagres… ou pesadelos, depende de como você usa", tinha rido Marisa, os olhos brilhando com malícia. Lara não era de acreditar nessas coisas, mas o desespero tinha um jeito de fazer a gente engolir até o impossível.

O frasco estava na bolsa, pequeno, de vidro escuro, com um líquido vermelho-escuro que parecia quase vivo dentro. Ela o pegou, girando entre os dedos, sentindo o peso, a promessa. Antônio chegaria em uma hora. Tempo suficiente.


Quando a chave girou na fechadura, Lara já estava pronta. Não no sentido literal—ela ainda vestia a mesma camiseta surrada e a calcinha de algodão, as coxas grossas pressionando uma contra a outra enquanto se sentava na beirada da cama, o frasco escondido atrás das costas. Antônio entrou, a camisa social amassada, a gravata solta, o cheiro de escritório e café barato grudado nele.

"Cheguei", ele anunciou, como sempre, como se ela não tivesse ouvido a porta abrir.

"Tira essa roupa, Antônio. Vamos tomar um banho juntos", ela disse, a voz mais doce do que o normal, um tom que fez com que ele erguesse uma sobrancelha, desconfiado.

"Tá tudo bem?"

"Tudo. Só quero você." E era verdade. Não o Antônio cansado, resmungão, que reclama da janta ou do barulho da TV. Ela queria o homem que a jogava na cama e a comia como se fosse a última refeição da vida. O homem que sumira há anos.

Ele obedeceu, tirando a camisa, os botões saltando com pressa enquanto ela observava. O peito ainda era largo, os pelos grisalhos espalhados, a barriga um pouco mais saliente do que antes, mas ainda assim… ainda era ele. Quando a calça caiu, a cueca boxer seguindo logo depois, Lara mordeu o lábio. O pau dele, mole, pendia entre as pernas, grosso mesmo assim, as bolas pesadas. Ela se lembrou de como aquelas mãos a agarrava com força, como aquela boca sugar seus mamilos até doer.

"Vem", ela sussurrou, levantando-se, as coxas esfregando uma na outra, a calcinha já úmida só de imaginá-lo dentro dela.

Antônio seguiu-a até o banheiro, confuso, mas com um início de ereção já se formando. Lara abriu o chuveiro, a água quente caindo sobre eles enquanto se beijavam—lento no começo, depois com mais urgência, as línguas se enlaçando, os dentes batendo. As mãos dele deslizaram sobre seu corpo, apertando suas nádegas grossas, os dedos afundando na carne macia. Ela gemeu, arqueando as costas, sentindo o pau dele endurecer contra sua barriga.

"Sinto sua falta", ela mentiu—ou talvez não. Sentia falta do que podiam ser.

Foi aí que ela agiu. Com um movimento rápido, derramou o conteúdo do frasco no shampoo. Antônio não notou, ocupado em chupar seu pescoço, as mãos agora sob a camiseta, beliscando seus mamilos duros. Lara deixou escapar um gemido alto, fingindo prazer, enquanto misturava o líquido com os dedos, observando a cor se dissipar.

"Lava meu cabelo", ela pediu, virando-se, oferecendo as costas. Ele obedeceu, como sempre, os dedos massagem o couro cabeludo enquanto o produto escorria pelos fios cacheados. Lara fechou os olhos, sentindo o formigamento na nuca, uma energia estranha, quase elétrica, percorrendo seu corpo. Quando abriu os olhos novamente, Antônio estava… diferente.

Não de imediato. Mas aos poucos, enquanto enxaguava o shampoo, ela notou. Os ombros dele estavam mais baixos. As mãos, antes grandes o suficiente para envolverem suas nádegas, agora mal alcançavam suas coxas. Ela virou-se, a água ainda caindo sobre eles, e olhou para baixo.

Antônio estava encolhendo.

Não era sua imaginação. Não era o ângulo. Ele estava diminuindo, como se alguém estivesse puxando um fio invisível, reduzindo-o. Os olhos dele se arregalaram, a boca abrindo em um grito mudo enquanto olhava para as próprias mãos, agora do tamanho das de uma criança. Lara sentiu o coração bater forte, a excitação e o medo se misturando em uma onda quente entre as pernas.

"O que você fez?", ele gritou, a voz aguda, quase infantil.

Ela não respondeu. Em vez disso, observou, fascinada, enquanto ele caía de joelhos, depois nas mãos e joelhos, o corpo encolhendo rapidamente. A pele parecia esticar, os ossos se rearranjando com estalos secos. Em menos de um minuto, Antônio não passava de cinquenta centímetros de altura, nu, tremendo no chão do boxe, o pau—agora minúsculo—encolhido entre as pernas.

Lara desligou o chuveiro. A água parou de cair, o silêncio só quebrado pela respiração ofegante dos dois. Ela se agachou, os seios balançando, a calcinha colada na fenda úmida, e estendeu a mão. Antônio recuou, os olhos cheios de pânico.

"Lara, pelo amor de Deus—"

"Cala a boca", ela ordenou, a voz grossa, autoritária de uma forma que nunca havia sido antes. E, pela primeira vez em anos, ele obedeceu.


Ela o pegou pelo braço, os dedos envolvendo seu bíceps agora fino como um galho. Antônio se debateu, mas não tinha força. Lara o levou para a sala, ainda pingando água, e o jogou no chão, perto do sofá. Ele caiu de costas, o corpo minúsculo se contorcendo, os olhos arregalados enquanto olhava para cima, para ela.

"O que você fez comigo?!", ele berrou, a voz fina, quase um guincho.

Lara não respondeu. Em vez disso, sentou-se no sofá, as pernas abertas, a calcinha tão molhada que ela podia sentir o suco escorrendo pela fenda. Com um movimento lento, tirou a camiseta, deixando os seios pesados à mostra, os mamilos duros como pedras. Antônio engoliu em seco, os olhos fixos neles, mesmo com todo o medo.

"Você reclamava que tava tudo igual, não reclamava?", ela perguntou, passando a língua pelos lábios. "Que eu não te excitava mais. Que a gente não tinha graça."

"Lara, por favor—"

"Agora vai ter graça." Ela levantou um pé, a sola suja da caminhada pela casa, e o pressionou contra o peito dele. Antônio gritou, tentando se afastar, mas não tinha para onde ir. A pele dele era quente, úmida da água do banho, e Lara sentiu o coração acelerar enquanto esfregava o pé para baixo, lentamente, até que a sola cobriu seu torso, os dedos dos pés roçando seu pau minúsculo.

"Vai chupar meus dedos, seu maridinho", ela ordenou, flexionando os artelhos.

Ele hesitou, os lábios tremendo, mas quando ela pressionou mais forte, ele não teve escolha. Antônio abriu a boca, e Lara sentiu a língua quente e úmida dele deslizar entre seus dedos, lambendo, chupando, como um cachorrinho obediente. Um arrepio percorreu sua coluna, a umidade entre as pernas aumentando.

"Isso. Assim." Ela moveu o pé, esfregando-o contra o rosto dele, sentindo a barba por fazer arranhar sua pele. "Você sempre quis me ver por baixo, não foi? Sempre quis ser pequeno o suficiente pra caber debaixo da minha saia?"

Antônio não respondeu, ocupado em beijar seus dedos, a língua trabalhando com desespero. Lara riu, um som baixo e sujo, enquanto afastava o pé e se levantava. Com um movimento rápido, tirou a calcinha, deixando-a cair no chão, bem ao lado dele. O cheiro de sua excitação encheu o ar, forte, quase sufocante.

"Cheira", ela comandou, apontando para a calcinha encharcada. "Cheira como sua mulher fica quando tá com tesão."

Ele obedeceu, o nariz se enterrando no tecido, inalando fundo. Lara observou, as mãos nos quadris, enquanto ele tremia, o pau minúsculo começando a inchar. Ela sorriu.

"Agora raspa. Com a língua."

E quando ele fez isso, lambendo o tecido como um animal faminto, Lara gemeu, as pernas tremendo. Ela se sentou novamente, desta vez com os pés apoiados no chão, as solas pressionando o corpo dele contra o tapete. Antônio gritou, mas o som foi abafado quando ela começou a esfregar os pés para frente e para trás, como se estivesse limpando sujeira no chão.

Só que a sujeira era ele.

"Isso mesmo, seu lixo", ela sussurrou, os olhos semi-cerrados enquanto sentia o atrito da pele dele contra suas solas. "Você existe pra isso agora. Pra ser pisado. Pra ser usado." Os quadris dela se mexiam sozinhos, a bunda grossa se levantando levemente do sofá a cada movimento, como se estivesse fodendo o ar. "E você vai adorar."

Antônio choramingava, mas seu pauzinho estava duro, latejando, traindo-o. Lara riu novamente, desta vez mais alto, enquanto aumentava a pressão, esfregando os calcanhares contra suas costas, os dedos dos pés brincando com seu cu apertado.

"Vai gozar, seu safado?", ela provocou, sentindo o corpo dele tremer. "Vai, então. Goza pra sua dona."

E quando ele obedeceu, com um gemido abafado, o esperma minúsculo jorrando no tapete, Lara sentiu seu próprio orgasmo se aproximar, violento, inevitável. Ela se jogou para trás no sofá, as pernas abertas, os dedos afundando na carne das coxas enquanto se tocava, imaginando o marido tiny lambendo seus pés, chupando seus dedos, sendo esmagado debaixo dela.

"Ah, porra…", ela arfou, os dedos trabalhando rápido no clitóris inchado, as paredes da buceta se contraindo, vazia, precisando ser preenchida. "Porra, porra, porra—"

E quando veio, foi com um grito, as coxas tremendo, os pés ainda pressionando Antônio contra o chão, como se quisesse afundá-lo no tapete. O suco jorrou, quente, escorrendo pela fenda, pingando no chão, bem perto da cabeça dele.

Lara respirou fundo, os seios subindo e descendo, enquanto olhava para o marido, agora encolhido, sujo de suor e esperma, tremendo debaixo de seus pés.

"Amanhã a gente brinca de novo", ela disse, bocejando, como se estivesse falando do tempo. "Mas dessa vez…" Ela sorriu, maliciosa. "Dessa vez eu vou te enfiar dentro de mim."

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Chapter 2

Pisoteamento e Possessividade

Antônio é recebido por Lara, que o domina com mordidas, pisoteamento e humilhação. Ela o marca, esmaga e força a submissão, prometendo uma noite de controle absoluto.

O dia tinha sido longo, o escritório abafado, e Antônio chegou em casa com a gravata afrouxada e a camisa colada ao corpo pelo suor. A porta se abriu antes mesmo que ele tocasse a maçaneta, e lá estava Lara, encostada no batente com um sorriso que não prometia nada de bom. Os olhos dela brilhavam com uma malícia que ele já conhecia bem demais — aquele mesmo olhar que o tinha deixado de quatro, lambendo os dedos dela como um cachorro treinado na noite anterior.

— Chegou, meu bem — ela disse, a voz arrastada, quase um ronronar. — Tira essa camisa. Agora.

Antônio engoliu em seco, os dedos tremendo levemente enquanto desabotoava os primeiros botões. Ele ainda sentia o gosto dela na língua, a umidade da calcinha que tinha sido forçado a cheirar, o peso dos pés dela pressionando seu peito até quase não conseguir respirar. Mas isso era antes. Agora, depois de um dia inteiro longe daquele apartamento, ele se perguntava se tudo aquilo tinha sido real ou só um pesadelo induzido pela poção. Até que Lara deu um passo à frente, as unhas pintadas de vermelho escorregando sobre os botões restantes da camisa dele, arrancando-os com um movimento brusco.

— Deixa eu ajudar — ela sussurrou, os lábios roçando o pescoço dele enquanto a camisa se abria, expondo o peito suado. — Você cheira a estresse. A medinho.

Antes que ele pudesse reagir, os dentes dela afundaram na carne do ombro, não o suficiente para romper a pele, mas com força suficiente para doer. Antônio gemeu, as costas batendo na parede enquanto Lara o empurrava contra a superfície fria, as mãos dela percorrendo seu torso como se estivesse avaliando propriedade. Os dedos dela beliscaram seus mamilos, torcendo até que ele sibilasse, e então a boca dela desceu, quente e úmida, chupando um deles com uma voracidade que o fez estremecer.

— Lara, porra… — ele resmungou, as mãos se fechando em punhos, mas sem ousar empurrá-la.

Ela riu, o som abafado contra a pele dele.

— Shhh. Você não manda mais em nada aqui, remember? — A língua dela traçou um caminho até o outro mamilo, mordiscando com uma crueldade deliberada. — Você existe pra ser usado. Pra ser mordido.

As palavras o atingiram como uma chicotada, e apesar da dor, o pau dele começou a inchar dentro da calça, traindo-o. Lara notou, claro que notou. Os dedos dela desceram, pressionando a protuberância através do tecido, esmagando-a com uma força que o fez gemer de novo, dessa vez de uma mistura de dor e prazer.

— Já tá duro pra mim? — ela perguntou, a voz um murmúrio sujo. — Mesmo depois de ontem?

Antônio não respondeu, não que tivesse escolha. Lara não estava esperando uma resposta. Com um movimento rápido, ela o girou, empurrando-o de costas contra a parede antes de ajoelhar na frente dele, as mãos subindo pelas coxas dele, as unhas arranhando a pele através da calça. Ele sentiu o hálito quente dela através do tecido, e então—

—Mordida.

Os dentes dela afundaram na virilha dele, justo onde a perna encontrava o corpo, e Antônio gritou, as costas arqueando, os dedos cravando no papel de parede. Não era uma mordida de brincadeira. Era possessiva, marcante, e quando ela finalmente soltou, deixou para trás uma mancha vermelha que latejava.

— Isso é pra você lembrar quem te possui — ela disse, levantando-se com um movimento fluido. — Agora, deita no chão. De bruços.

Antônio hesitou, o corpo tremendo, mas o olhar dela foi suficiente. Ele deslizou pela parede até ajoelhar-se, e então se deitou no chão frio do corredor, o rosto virado para o lado, o coração batendo tão forte que parecia que ia explodir. Lara não perdeu tempo. O pé dela apareceu no canto da visão dele, descalço, os dedos pintados da mesma cor das unhas. Ela pisou nas costas dele primeiro, apenas o peso suficiente para que ele sentisse cada centímetro da sola contra a pele.

— Respira fundo — ela ordenou, e então pressionou.

O ar saiu dos pulmões de Antônio em um jorro quando o pé dela afundou entre as omoplatas, esmagando-o contra o chão. Ele tentou inspirar, mas o peso era demais, os músculos do abdômen contraindo em pânico enquanto os dedos dos pés dela se curvavam, como se estivesse testando a resistência das costelas dele.

— Assim — Lara suspirou, movendo o pé em círculos lentos, esmagando-o mais fundo. — Você é tão pequeno agora. Tão frágil.

Antônio tentou falar, mas só saiu um som engasgado, os lábios pressionados contra o chão. Ela riu, o som ecoando no corredor vazio enquanto aumentava a pressão, agora com os dois pés, um em cada lado da coluna, como se estivesse montando nele.

— Não consegue nem respirar direito, né? — ela provocou, inclinando-se para frente, os seios balançando soltos dentro da blusa fina. — Mas eu gosto de te ver assim. Sufocando. Dependendo de mim pra cada merda que você faz.

Os dedos dos pés dela afundaram nas laterais do abdômen dele, e dessa vez, quando ela pressionou, foi com uma crueldade calculada. Antônio sentiu o estômago queimar, a falta de oxigênio fazendo as bordas da visão escurecerem. Ele arranhou o chão, os quadris se contorcendo em um instinto desesperado por ar, mas Lara só sorriu, observando-o se debater como um inseto sob a bota.

— Por favor… — ele conseguiu cuspir, a voz rouca.

Por favor o quê? — ela perguntou, inclinando a cabeça, os pés ainda imóveis sobre ele. — Por favor, me deixe respirar? Por favor, pare de me humilhar?

Antônio não teve tempo de responder. Lara mudou o peso, agora pressionando o pé direito contra a boca dele, os dedos dos pés forçando os lábios dele a se abrirem. Ele tentou resistir, mas a sola dela empurrou a língua dele para baixo, enchendo a boca dele com o gosto salgado da pele dela, o suor, o cheiro de sabonete e algo mais primal.

— Chupa — ela ordenou, e quando ele não obedeceu imediatamente, ela pressionou mais, até que os dentes dele raspassem na sola. — Chupa, seu lixo.

Não havia escolha. Antônio fechou os lábios em torno dos dedos dela, a língua movendo-se em círculos desesperados enquanto tentava recuperar o fôlego pelo nariz. Lara gemeu, os quadris balançando levemente, como se estivesse sentindo prazer só de vê-lo assim, reduzido a um brinquedo sexual, um objeto para ser usado e degradado.

— Isso aí — ela sussurrou, movendo o pé para frente e para trás, foderando a boca dele com uma lentidão torturante. — Você nasceu pra isso, não nasceu? Pra ser meu tapete. Pra lamber onde eu mandar.

Quando ela finalmente tirou o pé, Antônio tossiu, a saliva escorrendo pelo queixo, os pulmões ardendo enquanto ele sugava o ar como um afogado. Mas não teve tempo de se recuperar. Lara agarrou-o pelos cabelos, arrastando-o alguns centímetros pelo chão antes de soltar com um gesto de nojo.

— Levanta — ela ordenou, a voz fria. — E vai pro quarto. Agora.

Antônio obedeceu, as pernas tremendo enquanto se levantava, o corpo dolorido, a boca ainda cheia do gosto dela. Ele não olhou para trás, não ousou. Sabia que ela estava observando, os olhos brilhando com a antecipação do que viria a seguir. E quando ele abriu a porta do quarto, o cheiro de lençóis frescos e perfume dela encheu as narinas, uma promessa e uma ameaça ao mesmo tempo.

Lara seguiu atrás, os passos lentos, deliberados. Quando a porta se fechou com um clique suave, Antônio soube, sem precisar virar, que a noite estava só começando.

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Chapter 3

Cicatrizes de Veludo e Aço

Antônio é forçado a confrontar sua submissão quando Lara revela um piercing íntimo com seu nome, declarando sua posse absoluta.

O chão frio do corredor ainda ardia nas costas de Antônio, as marcas dos pés de Lara impressas em sua pele como um lembrete cruel de quem mandava ali. Ele se arrastou até o quarto, obedecendo à ordem dela, os joelhos tremendo, o corpo ainda latejando da humilhação sofrida. A porta se fechou atrás dele com um estalo seco, e o cheiro de Lara — um misto de perfume doce e suor salgado — invadiu suas narinas, fazendo seu estômago revirar de uma mistura doentia de medo e desejo.

Ela não perdeu tempo. Antes que ele pudesse se levantar, Lara já estava sobre ele, os dedos afundando em seus cabelos enquanto o puxava para cima com um safanão. Antônio gemeu, a dor escaldante no couro cabeludo, mas não ousou resistir. Seus olhos, embaçados pela submissão, encontraram os dela — escuros, brilhantes, cheios de uma fome que ia além do físico.

Ajoelha, ela ordenou, a voz um rosnado baixo que vibrou direto em seus ossos.

Ele obedeceu, os joelhos batendo no chão de madeira com um baque surdo. As mãos tremiam, mas ele as segurou firme sobre as coxas, tentando não demonstrar o quão destruído estava por dentro. Lara o observou por um longo momento, os lábios curvados em um sorriso perverso enquanto passava a língua pelo canto da boca, saboreando o gosto de seu poder. Então, com um movimento lento e calculado, ela tirou algo do bolso da calça justa que vestia.

Era uma caixa pequena, de veludo preto, brilhando sob a luz amarelada do abajur. Antônio sentiu o coração disparar.

O que é isso? — ela perguntou, balançando o objeto diante do rosto dele, os dedos longos e pintados de vermelho escuro brincando com a tampa.

Ele engoliu em seco, a garganta tão seca que doía.

Abr… abra, ele conseguiu balbuciar, a voz rouca de tanto gemer e sufocar sob os pés dela.

Lara não se apressou. Deixou a caixa pairar no ar por mais alguns segundos, como se quisesse prolongar a agonia da expectativa, antes de finalmente abrir a tampa com um estalo. Dentro, sobre um forro de seda, repousava um pingente de ouro — delicado, reluzente, com um desenho intrincado que Antônio conhecia bem. Ela o pegou entre os dedos, segurando-o contra a luz, e seus olhos se arregalaram levemente quando leu a inscrição gravada no verso.

"Te amo. Minha joia é você. Sou a pessoa mais sortuda por te ter, minha deusa. Minha ama. Quero você para sempre."

Por um instante, algo quase imperceptível cruzou seu rosto — uma fissura na máscara de crueldade. Os lábios tremeram, os dedos apertaram o metal com uma força que poderia ter amassado algo menos resistente. Antônio não ousou respirar.

Antônio… — ela sussurrou, e pela primeira vez naquela noite, seu tom não era de comando, mas de algo mais perigoso: vulnerabilidade.

Ele não teve tempo de reagir. Lara jogou a caixa de lado e se lançou sobre ele, a mão esquerda se fechando em torno de sua garganta com uma força que o fez engasgar. Os dedos dela eram como algemas de aço, pressionando justamente onde a traqueia pulsava, enquanto a outra mão seguiu direto para a cintura dele, arrancando o cinturão com um puxão violento. O tecido da calça cedeu, e em segundos, Antônio estava nu, joelhos afundados no tapete macio do quarto, o corpo exposto e tremendo sob o toque dela.

Você acha que um presente assim apaga tudo? — ela rosnou, os lábios colados em seu ouvido, a saliva quente escorrendo pela lateral de seu pescoço. — Acha que eu vou esmorecer só porque você gravou umas palavras bonitinhas num pedaço de metal?

Antônio tentou balançar a cabeça, mas a pressão em sua garganta aumentou, cortando seu ar. Os pulmões queimavam, as visão começava a turvar nas bordas, mas ele não se importava. Não quando os dedos dela, ásperos e implacáveis, envolveram seu pau já meio duro, apertando a base com uma força que o fez estremecer.

Não… não é isso… — ele conseguiu cuspir, as palavras saindo em arfar descontrolado enquanto ela começava a bombear seu membro com movimentos curtos e brutais.

Cala a boca, ela ordenou, e então sua boca desceu sobre a dele.

Não foi um beijo. Foi uma invasão.

Os lábios de Lara eram molhados, quentes, ávidos, e ela os esmagou contra os dele com uma fúria que o fez recuar — mas não havia para onde ir. Sua língua forçou passagem, explorando cada canto, cada dente, cada gemido abafado que ele tentava conter. A saliva dela escorria pelos cantos de sua boca, encharcando seu queixo, seu pescoço, enquanto a mão em sua garganta não afrouxava nem por um segundo. Antônio sentia o gosto dela, doce e metálico ao mesmo tempo, e o cheiro de seu perfume o envolvia, sufocante, intoxicante.

Ela o beijou até ele não conseguir mais pensar, até seus lábios estarem doloridos e inchados, até seu pau latejar tão forte que doía. Então, sem aviso, Lara o empurrou para trás, fazendo com que ele caísse de costas no chão, ofegante, o corpo coberto por uma camada brilhante de suor e saliva.

Tira essa porra da calça, ela ordenou, chutando o que restava do tecido para longe com o pé.

Antônio obedeceu, as mãos trêmulas enquanto se livrava do resto das roupas, deixando-se completamente exposto. Lara o observou com um olhar faminto, os dedos brincando com o pingente que ainda segurava. Então, com um movimento fluido, ela se ajoelhou diante dele, as pernas se abrindo lentamente, revelando a calcinha de renda preta que mal continha o que havia embaixo.

Olha, ela comandou, puxando o tecido para o lado com dois dedos.

Antônio obedeceu, os olhos arregalados ao ver o piercing reluzente no topo de sua buceta, as letras pequenas mas perfeitamente legíveis:

"Antônio, você é meu."

O ar saiu dos seus pulmões em um sopro. Não era uma pergunta. Não era um pedido. Era uma declaração, cravada em sua carne mais íntima, tão permanente quanto as marcas que ela deixava em seu corpo.

Isso mesmo, ela sussurrou, passando os dedos sobre as letras, como se acalentasse um tesouro. — E você vai provar o quão meu você é.

Antes que ele pudesse reagir, Lara se jogou para frente, as mãos agarrando seus cabelos enquanto o puxava para baixo, direto para o calor úmido entre suas pernas. O cheiro dela — muskado, intenso, inconfundível — invadiu suas narinas, e então sua língua estava lá, forçada a lamber, a adorar, a provar o quão profundamente ela o possuía.

Isso, Lara gemeu, arqueando as costas enquanto suas coxas se fechavam em torno de sua cabeça, sufocando-o. — Lamba como o cachorrinho que você é.

E Antônio obedeceu. Porque, no fundo, ele não tinha escolha. Não quando cada parte dele — corpo, mente, alma — pertencia a ela.

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Chapter 4

A Gaiola Invisível

Lara obriga Antônio a dançar nu, usando o pingente que ele lhe deu como símbolo de dominação. Enquanto ele se humilha, ela brinca com a ideia de reduzi-lo a um animal de estimação, testando seus limites.

Os dedos de Lara apertavam o pingente de ouro com uma posse quase doentia, os nós dos dedos branqueando enquanto ela observava Antônio ainda ajoelhado, ofegante, os lábios inchados pelo beijo violento que ela lhe dera. O ar no quarto era espesso, carregado com o cheiro de suor, saliva e o musk do sexo não consumado—apenas a promessa crua dele, pendurada entre os dois como uma faca. Ela não tinha dado permissão para que ele se movesse, então ele permanecia imóvel, os músculos tremendo não só pelo esforço de se manter ereto, mas pela antecipação do que viria a seguir.

— Levanta — ela ordenou, a voz arrastada, quase um ronronar de satisfação. — E dance para mim.

Antônio engoliu em seco, a garganta dolorida dos dedos dela, dos dentes dela, da língua dela forçando passagem como se quisesse rasgar algo dentro dele. Ele se ergueu com dificuldade, as pernas instáveis, a pele formigando onde ela o havia marcado com unhas e dentes. Não havia música ainda, apenas o silêncio opressivo, quebrado apenas pelo som úmido de Lara brincando com o piercing entre suas coxas, os dedos deslizando sobre o metal frio enquanto ela o observava com um sorriso que não chegava aos olhos.

— Nu. Como você deveria estar sempre — ela murmurou, mais para si mesma do que para ele. — Cada movimento tem que mostrar o que está gravado aqui. — Ela ergueu o pingente, deixando-o balançar entre eles, a luz do abajur refletindo nas letras finas: "Para sempre seu, em todas as vidas." Um riso seco escapou dela. — Patético. Mas vai servir para hoje.

Ela se recostou na poltrona, as pernas se abrindo apenas o suficiente para que ele visse o brilho prateado do piercing, a inscrição Antônio, você é meu como uma cicatriz que ela havia marcado em sua própria carne. Com um gesto preguiçoso, ela pegou o celular ao lado e apertou alguns botões. Uma música começou a fluir dos alto-falantes, algo lento, sensual, com um baixo profundo que parecia vibrar dentro dos ossos de Antônio. Era o tipo de som que pedia corpos colados, mãos explorando, bocas famintas—nada que combinasse com a humilhação seca que ele sentia agora, exposto, enquanto ela o observava como um predador avaliando a presa.

— Dance — ela repetiu, desta vez com um tom que não deixava espaço para hesitação. — E faz valer cada palavra desse troço. — Ela sacudiu o pingente novamente antes de deixá-lo cair sobre o próprio colo, os dedos voltando a brincar consigo mesma, circulares, lentos, como se estivessem masturbando não só o piercing, mas a ideia de tê-lo ali, nu, obedecendo.

Antônio fechou os olhos por um segundo, tentando encontrar algo—qualquer coisa—que não fosse a vergonha queimando sua pele. Mas quando os abriu, lá estava ela, os lábios entreabertos, a língua umedecendo o inferior enquanto esperava. Ele começou a se mover, os quadris oscilaram para frente e para trás em um ritmo hesitante, as mãos tremendo ao lado do corpo. Não era dança. Era uma súplica silenciosa, um corpo quebrado tentando se moldar ao desejo de outra pessoa.

— Isso não é dançar, amor — Lara zombou, arrastando a palavra como se fosse um insulto. — Isso é um defunto se mexendo. — Ela se inclinou para frente, os dedos ainda ocupados entre as pernas, o cheiro dela—doce e ácido, de excitação e crueldade—invadindo o espaço dele. — Mostra que você merece esse troço bonitinho que você me deu. Ou joga no lixo agora mesmo.

As palavras o atingiram como um chicote. Ele forçou os quadris a girarem mais, as costas arqueando, os braços subindo como se estivesse se oferecendo. Cada movimento doía, não só pela exaustão, mas porque sabia que ela estava rindo por dentro, dele, dessa tentativa patética de agradá-la. A música envolvia eles, lenta, hipnótica, enquanto ele se contorcia, a pele úmida de suor, o pau meio duro apesar de tudo—traição do próprio corpo, sempre pronto para ela, mesmo quando a mente gritava para fugir.

— Isso. — Lara finalmente suspirou, satisfeita, os dedos pressionando mais forte contra o piercing, um gemido baixo escapando dela. — Assim. Como se fosse a última coisa que você vai fazer na vida.

Ele obedeceu, os movimentos ficando mais fluidos, mais desesperados. Os olhos dela o seguiam, devorando cada centímetro dele, cada marca que ela mesma havia deixado. Quando ele girou, expondo as costas, ouviu o som dela se ajustando na poltrona, o tecido rangendo levemente. Sabia que ela estava se tocando agora, não só com os dedos, mas com a ideia de tê-lo ali, dançando como um cachorro amestrado, suplicando sem palavras.

— Mais rápido — ela ordenou, a voz rouca. — E de joelhos.

Antônio caiu no chão sem hesitar, os joelhos batendo no chão de madeira, a dor aguda subindo pelas coxas. Mas ele continuou, os quadris agora em círculos apertados, as mãos apoiadas nas coxas, a cabeça baixa. Podia sentir o olhar dela queimando sua nuca, a respiração dela ficando mais pesada. O som úmido de seus dedos trabalhando o piercing encheu o silêncio entre as notas da música.

— Assim — ela sussurrou, quase um gemido. — Assim, seu lixo. Você é bom nisso, não é? Saber exatamente como me agradar.

Ele não respondeu. Não havia resposta que não fosse um sim, e ela não queria ouvi-lo falar. Queria vê-lo se debater, se humilhar, se reduzir a nada além de um corpo obediente. Os minutos se arrastaram, a música mudando para algo ainda mais lento, mais íntimo, enquanto ele dançava, a pele ardendo, o suor escorrendo pelas costas. Quando ele finalmente ousou olhar para cima, os olhos dela estavam semicerrados, os lábios entreabertos, uma mão agora dentro da calça, os dedos se movendo em ritmo com a música.

— Chega — ela disse de repente, a voz cortante.

Antônio parou instantaneamente, o peito arfando, os músculos queimando. Ela se levantou da poltrona, os dedos ainda úmidos, o piercing brilhando obscenamente enquanto ela se aproximava dele. Ele não se atreveu a se mover, mesmo quando ela circundou ele, os dedos traçando as marcas em seus ombros, descendo pela coluna, parando justo acima do cóccix.

— Você acha que isso apaga tudo? — ela perguntou, baixinho, como se estivesse falando consigo mesma. — Acha que dançar bonitinho faz esquecer que você é um traidor?

Ele abanou a cabeça, a garganta tão seca que doía.

— Não — ele conseguiu dizer, a voz um raspar. — Nunca.

Ela riu, um som sem alegria.

— Bom garoto.

Depois, sem aviso, ela se afastou, voltando para a poltrona. Antônio permaneceu de joelhos, esperando, o coração batendo tão forte que doía. Foi então que ela falou, casual, como se estivesse comentando o tempo:

— Sabe, eu tava pensando… — Ela pegou algo debaixo da poltrona, um objeto que ele não conseguia ver. — Você é tão pequeno agora. Tão… manobrável.

Um frio percorreu a espinha dele.

— O quê… — ele começou, mas a voz falhou.

Ela ergueu o objeto. Uma gaiola. Não uma grande, não uma para pássaros—uma daquelas minúsculas, de plástico transparente, com uma rodinha no fundo e barrinhas para ventilação. O tipo de coisa que se comprava para um hamster.

— Caberia perfeitamente — ela disse, sorrindo agora, um sorriso que chegava aos olhos, brilhantes de diversão doentia. — Imagina. Você ali dentro, nu, comendo sementinhas, correndo na rodinha… — Ela riu, o som ecoando no quarto como um sino de alerta. — Eu poderia te levar para todo lugar. Te mostrar para minhas amigas. "Oh, esse aqui? É o Antônio. Meu bichinho de estimação."

O estômago dele revirou. Não era possível. Não era real.

— Lara, por favor — ele sussurrou, as mãos tremendo.

— Por favor, o quê? — ela perguntou, inclinando a cabeça, fingindo inocência. — Por favor, me tranca aí dentro? Ou por favor, não me humilha mais do que já humilhei?

Ele não conseguiu responder. As lágrimas vieram sem aviso, quentes, escorrendo pelo rosto enquanto ele olhava para a gaiola, tão pequena, tão final. Não era uma ameaça. Era uma promessa. Ele podia ver nos olhos dela que ela estava considerando, de verdade, como seria tê-lo ali, reduzido a isso.

— Eu… eu não aguento — ele admitiu, a voz quebrando. — Por favor. Não faz isso.

Ela se aproximou novamente, agachando-se na frente dele, a gaiola ainda na mão. Os dedos livres dela subiram pelo seu rosto, enxugando as lágrimas com uma delicadeza que era pior do que qualquer tapa.

— Olha para você — ela murmurou, quase carinhosa. — Chorando como um bebê. Todo suado, tremendo… — Ela suspirou, como se estivesse decepcionada. — Você acha que eu ia mesmo fazer uma coisa dessas? Depois de tudo que a gente já fez?

O alívio o atingiu como uma onda, tão forte que ele quase desabou. Mas antes que pudesse reagir, ela agarrou seu queixo, os dedos afundando na carne, forçando-o a olhá-la nos olhos.

— Era brincadeira, seu idiota — ela cuspiu, o tom mudando em um instante, de doce para venenoso. — Mas se você acha que eu não faria, é porque ainda não entendeu nada.

Ele engoliu em seco, o gosto salgado das lágrimas na boca.

— Desculpa — ele murmurou.

— Não — ela disse, solando-o com um empurrão que o fez cair de lado. — Não é "desculpa". É comporta-se. — Ela se levantou, jogando a gaiola de lado, onde ela bateu no chão com um estalo seco. — Porque da próxima vez, pode não ser brincadeira.

E com isso, ela se virou, voltando para a poltrona, os quadris balançando de um jeito que ele conhecia bem—aquele movimento que dizia que a conversa havia terminado, que ele deveria ficar quieto, agradecido por não estar dentro de uma gaiola. Ainda.

Antônio permaneceu no chão, o corpo dolorido, a mente um turbilhão de vergonha e alívio e algo pior: a certeza de que, no fundo, uma parte dele havia querido que ela dissesse sim. Que uma parte doente, quebrada, teria obedecido.

E isso era o mais terrível de tudo.

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Chapter 5

Gaiola de Carne

Lara domina Antônio física e psicologicamente, impondo controle total sobre sua vida e corpo. A ameaça de aprisioná-lo em uma gaiola de plástico paira no ar, enquanto ela decide seu futuro.

O ar ainda vibrava com os últimos acordes da música que Lara escolhera para humilhá-lo, um blues lento e arrastado que agora se misturava ao silêncio pesado do quarto. Antônio permanecia de joelhos, o corpo trêmulo não só pelo esforço da dança forçada, mas pela onda de vergonha e excitação que ainda o dominava. Seus dedos afundavam levemente no tapete felpudo, como se buscassem algo — qualquer coisa — para ancorá-lo à realidade enquanto Lara o observava com aquele sorriso cruel, os dedos brincando distraidamente com o piercing entre as coxas.

Ela se levantou da poltrona com um movimento fluido, os saltos altos afundando levemente no carpete enquanto se aproximava. Antônio não ousou levantar os olhos, mas sentiu a sombra dela se estender sobre ele, o cheiro doce e acre de seu perfume misturado ao suor que ainda brilhava em sua pele. Lara inclinou-se, os dedos frios deslizando sob seu queixo, forçando-o a encará-la.

Você acha que acabou? — Sua voz era um sussurro áspero, quase um rosnado. — A noite mal começou, meu amor.

Antes que ele pudesse responder, suas mãos se fecharam em torno de seu pescoço, não com força suficiente para estrangular, mas com pressão suficiente para que ele sentisse cada batida acelerada do próprio coração. Antônio engoliu em seco, a garganta seca, enquanto os polegares de Lara acariciavam sua traqueia com uma intimidade doentia. Ela se inclinou mais, os lábios roçando sua orelha:

Você dançou tão bonito para mim… — A língua dela traçou a curva de sua orelha, úmida e quente, antes que os dentes mordessem a carne macia do lóbulo. Antônio estremeceu, um gemido abafado escapando-lhe quando ela beliscou o pescoço com as unhas, arranhando levemente a pele já marcada por suas marcas anteriores. — Mas dançar não paga suas dívidas, não é?

Seus dedos desceram, traçando um caminho de fogo pela clavícula, pelo peito, até pararem no abdômen trêmulo. Antônio tentou recuar, mas a mão livre de Lara se fechou em seu cabelo, mantendo-o imóvel.

Fique quieto. — Ela ordenou, a voz baixa, quase carinhosa. — Ou eu juro que vou te amarrar como um porco e te deixar assim a noite toda.

Ele obedeceu, os músculos tensos enquanto ela explorava seu corpo como se fosse um objeto recém-adquirido. Os dedos dela circundaram sua cintura, depois desceram mais, até que ele sentiu a pressão úmida de sua boca em seu ombro, os dentes afundando na carne com uma dor aguda que se transformou em um calor latejante. Lara mordia e chupava, deixando marcas escuras que ele sabia que durariam dias. Cada vez que ele se contorcia, ela apertava mais o pescoço, como um aviso.

Você é meu, — ela murmurou contra sua pele, a vibração de sua voz fazendo-o estremecer. — Cada centímetro, cada suspiro, cada pensamento sujo que passa por essa cabeça traidora.

Antônio fechou os olhos, as lágrimas escorrendo sem controle. Não era apenas a dor física — era a maneira como ela o reduzia a nada, como se suas humilhações passadas nem sequer merecessem ser lembradas, porque, no fundo, ele sempre seria dela. Sempre.

Lara afrouxou a pressão no pescoço dele, mas apenas para deslizar as mãos pelos seus braços, como se o medisse. Seu toque era possessivo, quase clínico.

Vire-se. — Ela empurrou seu ombro, forçando-o a se virar de costas para ela. Antônio obedeceu, sentindo o ar frio do quarto em sua pele exposta. Ouviu o som de algo sendo aberto — um estojo, talvez — e então a pressão gelada de lubrificante sendo espremido em seus dedos. Seu estômago revirou.

Relaxe. — Ela riu, um som baixo e perverso. — Isso vai doer menos se você não lutar.

Ele não teve tempo de preparar-se. Lara pressionou o plugue anal contra ele com uma mão, enquanto a outra mantinha seus quadris imóveis. Antônio mordeu o lábio até sentir o gosto metálico de sangue, os dedos cravando-se no tapete enquanto ela o penetrava com um movimento lento, implacável. A dor era aguda, queimando, mas pior que isso era a sensação de estar sendo preenchido contra sua vontade, de ser moldado para o prazer dela.

Tão apertadinho… — Lara suspirou, satisfação evidente em sua voz enquanto empurrava o plugue mais fundo, ajustando-o com um estalo seco. — Perfeito. Agora você vai lembrar de mim até quando estiver sentado.

Antônio ofegava, o suor escorrendo por suas costas. Ela passou a mão por suas nádegas, apertando-as com força antes de dar um tapa leve, apenas o suficiente para fazê-lo estremecer.

Levante. — Ela ordenou, puxando-o pelos cabelos até que ele ficasse de pé, cambaleante. Lara circundou-o, os olhos brilhando com uma malícia que o fez gelar. — Tem uma coisa que eu preciso te dizer.

Ele a encarou, o coração batendo tão forte que doía. Lara sorriu, brincando com o pingente que ainda pendia em seu próprio pescoço, o ouro reluzindo à luz fraca do abajur.

Você não vai mais trabalhar fora. — As palavras caíram como facas. — Ouvi dizer que tem umas funcionárias muito… atraentes no seu escritório. Não vou risco você se distraindo.

Lara, por favor— Ele começou, a voz rouca.

Cale a boca. — Ela cortou, os dedos se fechando em torno de sua garganta novamente, não com violência, mas com uma advertência clara. — Você não precisa sair de casa para nada. Eu cuido de tudo. De você, do seu corpo, das suas necessidades… — Sua mão livre desceu, apertando-o através do plugue, e ele gemeu, uma mistura de dor e algo mais, algo vergonhoso. — Até das suas frustrações.

Isso não é justo! — Antônio explodiu, as lágrimas escorrendo sem controle. — Você não pode me prender aqui como um—

Como um quê? — Ela inclinou a cabeça, os olhos estreitos. — Como um animal de estimação? Um brinquedo? — Ela pegou a pequena gaiola de plástico que ainda estava sobre a mesa de cabeceira, balançando-a diante de seus olhos. — Porque eu posso, Antônio. Eu posso. E se você continuar reclamando, juro que vou te enfiar aqui dentro e te deixar no armário até você aprender a se comportar.

O silêncio que se seguiu foi sufocante. Antônio olhava para a gaiola, o plástico transparente refletindo a luz, fazendo-a parecer ainda menor, ainda mais claustrofóbica. Ele podia quase sentir o cheiro de plástico novo, a falta de ar, a humilhação absoluta de ser reduzido a algo que caberia na palma da mão dela.

Você não faria isso… — Ele sussurrou, mas sua voz falhou. Porque ele sabia. Ele sabia que ela faria.

Lara sorriu, passando os dedos por seu rosto, secando suas lágrimas com uma delicadeza que era pior que qualquer tapa.

Claro que não, meu amor, — ela mentiu, doce. — Não se você for um bom menino.

E então ela o empurrou de volta ao chão, os dedos enredados em seu cabelo, forçando-o a se ajoelhar novamente.

Agora, vamos ver se você consegue ficar quieto enquanto eu decido o que fazer com você.

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Chapter 6

Cativeiro de Carne e Lágrimas

Antônio acorda no chão, ainda com o plugue anal, enquanto Lara o observa com um sorriso predatório. Ela o massageia, intensificando sua submissão.

O ar no quarto era espesso, carregado com o cheiro de suor, saliva e algo mais—um perfume doce e pesado que Lara sempre usava, misturado ao odor metálico do lubrificante que ainda escorria levemente pelo interior das coxas de Antônio. Ele permanecia ajoelhado, os joelhos doloridos contra o chão frio de mármore, as mãos apoiadas nas coxas para não desabar completamente. O plugue dentro dele parecia ter crescido, como se seu corpo, traidor, tivesse se acostumado à presença intrusa e agora a desejasse. Cada respiração fazia a coisa de metal pressionar contra suas paredes internas, um lembrete constante de que ele não pertencia mais a si mesmo.

Lara havia se afastado apenas alguns passos, mas a distância já doía. Seu corpo ainda formigava onde ela o havia tocado, onde suas unhas haviam marcado, onde seus dentes haviam deixado sulcos quase imperceptíveis na pele. Ele podia sentir o gosto dela em sua língua—um sabor adocicado e amargo ao mesmo tempo, como fruta madura prestes a estragar. Seus lábios estavam inchados, doloridos, e a saliva que escorria pelo queixo havia secado em alguns pontos, deixando uma camada pegajosa que o fazia coçar sem querer.

— Você tá pensando em mim? — A voz de Lara cortou o silêncio como uma lâmina, baixa e rouca, vinda de algum lugar atrás dele.

Antônio não respondeu. Não precisava. Ela já conhecia a resposta antes mesmo de fazê-lo virar a cabeça para encará-la. Lara estava encostada na parede, os braços cruzados sob os seios, a postura relaxada, como se estivesse observando uma obra de arte que finalmente havia ficado do jeito que ela queria. Seus olhos, escuros e brilhantes, fixavam-se nele com uma intensidade que fazia Antônio sentir-se nu de uma maneira que ia além da falta de roupas.

— Eu sei que tá — ela continuou, empurrando-se da parede e caminhando em sua direção com passos lentos, calculados. — Você não consegue parar de pensar em mim, nem que queira.

Cada palavra era um golpe, não por serem falsas, mas por serem verdadeiras demais. Antônio baixou a cabeça, os cabelos caindo sobre o rosto como uma cortina inútil. Ele podia sentir o calor do corpo dela se aproximando, o cheiro de seu perfume envolvendo-o como uma névoa. Lara parou bem à sua frente, tão perto que seus joelhos roçavam nas coxas dele. Ela inclinou-se levemente, os dedos deslizando sob seu queixo para forçá-lo a erguer o rosto.

— Olha pra mim — ela ordenou, a voz suave, mas sem espaço para desobediência.

Antônio obedeceu, os olhos encontrando os dela com relutância. O que viu lá o fez estremecer: não havia ódio, nem sequer desdém. Havia algo muito pior—afeto. Um carinho doentio, possessivo, que o deixava mais exposto do que qualquer humilhação física.

— Isso — Lara murmurou, o polegar acariciando seu lábio inferior. — Você é tão bonito quando tá assim, todo quebradinho, todo meu.

Ela se ajoelhou na sua frente, as saias do vestido se espalhando ao redor deles como pétalas de uma flor venenosa. Seus dedos subiram pelo pescoço dele, a unha do polegar traçando a linha de sua traqueia com uma pressão que não era nem carinho nem ameaça, mas algo no meio do caminho. Antônio engoliu em seco, sentindo o movimento da garganta contra a ponta afiada de sua unha.

— Você sabe por que eu faço isso com você? — ela perguntou, os lábios tão perto dos dele que ele podia sentir o calor de cada palavra. — Não é só porque eu gosto de te ver sofrer. É porque você precisa disso.

Antônio tentou recuar, mas não havia para onde ir. As costas dele já encostavam na cama, e Lara estava tão perto que seu corpo bloqueava qualquer escape. Ela sorriu, como se sua tentativa de fuga fosse a coisa mais fofo que já tinha visto.

— Você precisa de alguém que te lembre que você não é nada sem mim — ela continuou, a mão agora descendo pelo seu peito, os dedos brincando com um de seus mamilos até que o bico endurecesse sob o toque. — Que você é fraco, que você é sujo, que você merece ser usado.

As palavras doíam mais do que qualquer tapa, mais do que qualquer beliscão. Porque elas ressoavam dentro dele, encontrando eco em partes de sua mente que ele tentava ignorar. Lara sabia disso. É claro que ela sabia.

— Você odeia isso — ela sussurrou, os lábios roçando o lóbulo de sua orelha. — Odeia que eu veja você assim. Odeia que eu saiba o quanto você gosta.

Antônio fechou os olhos, as lágrimas escorrendo sem controle. Ele podia sentir o plugue dentro dele, uma presença constante, implacável, como se fosse a materialização física de sua própria vergonha. Lara não o deixaria esquecer. Nunca.

— Mas você não vai fugir — ela continuou, a mão agora descendo pela sua barriga, os dedos traçando o vinco dos músculos até chegarem à base de seu pau, que, apesar de tudo, ainda estava semi-ereto. — Porque no fundo, no fundo mesmo, você sabe que eu tô certa.

Ela apertou levemente, apenas o suficiente para fazê-lo estremecer, e Antônio não conseguiu conter o gemido que escapou de seus lábios. Lara riu, um som baixo e satisfeito, antes de soltar sua ereção e voltar a atenção para o plugue. Seus dedos brincaram com a base, girando-o levemente, e Antônio arqueou as costas, um som gutural saindo de sua garganta.

— Isso — ela suspirou, os olhos semicerrados de prazer. — Você é tão sensível aqui. Tanquinho.

Antônio tentou respirar fundo, mas cada movimento fazia o plugue pressionar contra algo dentro dele, enviando ondas de uma mistura doentia de dor e prazer por seu corpo. Lara observava cada reação sua com um fascínio quase científico, como se estivesse estudando as respostas de um experimento cuidadosamente planejado.

— Você sabe o que eu vou fazer amanhã? — ela perguntou, a voz agora um sussurro quente contra sua pele. — Vou te encher de sorvete. Vou derreter chocolate quente dentro desse buraquinho e te fazer lamber tudo depois. Você vai ficar todo melado, todo sujo, e vai adorar cada segundo.

A imagem era tão vívida que Antônio sentiu o estômago revirar. Ele deveria se sentir enojado. Deveria. Mas em vez disso, uma onda de calor percorreu sua virilha, e seu pau pulsou, traindo-o mais uma vez. Lara notou, é claro. Ela sempre notava.

— Você é nojento — ela murmurou, mas havia um tom de admiração em sua voz, como se sua própria depravação a impressionasse. — Mas é meu nojento.

Ela se inclinou para frente, capturando seus lábios em outro beijo. Desta vez, não havia urgência, nenhuma violência. Era lento, profundo, como se ela quisesse provar cada canto de sua boca, cada suspiro que ele não conseguia conter. Antônio sentiu as lágrimas escorrerem mais rápido, molhando seus rostos colados, mas Lara não parou. Ela beijava suas lágrimas como se fossem néctar, lambendo-as de seus cílios, saboreando sua humilhação.

Quando ela finalmente se afastou, Antônio estava ofegante, o corpo tremendo, a mente um turbilhão de sensações conflitantes. Lara o observou por um longo momento, os dedos ainda brincando com o plugue, como se estivesse considerando empurrá-lo mais fundo.

— Você vai ficar assim a noite toda — ela decidiu, a voz firme. — Com o plugue dentro, pensando em mim. Pensando no que eu vou fazer com você amanhã.

Antônio não tinha forças para protestar. Na verdade, ele nem queria. Parte dele—uma parte grande, vergonhosa—já ansiava pelo amanhã, pelo sorvete, pelo chocolate, pela maneira como Lara o olharia enquanto ele se contorcia, envergonhado e excitado.

Lara se levantou, ajustando o vestido com movimentos lentos, deliberados. Antônio permaneceu de joelhos, observando-a através de cílios molhados, o corpo ainda latejando com as marcas que ela havia deixado.

— Não se atreva a gozar — ela advertiu, olhando para ele de cima. — Esse orgasmo é meu. Eu decido quando você pode ter.

Ela se virou, os saltos altos batendo levemente no chão enquanto caminhava em direção à porta. Antônio a observou ir, o coração apertado no peito, a vergonha e o desejo lutando dentro dele como duas bestas selvagens.

— Boa noite, meu lindinho — ela disse, sem se virar. — Sonhe comigo.

E então a porta se fechou atrás dela, deixando Antônio sozinho no quarto, ajoelhado no chão frio, o plugue ainda o esticando por dentro, as lágrimas secando em seu rosto.

Ele deveria se odiar.

Mas tudo o que conseguia sentir era o vazio deixado por ela, e a terrível certeza de que, no dia seguinte, estaria esperando. De joelhos. Sempre de joelhos.


O tempo parecia ter parado. Antônio não sabia há quanto tempo Lara havia saído, mas o quarto ainda cheirava a ela, uma mistura intoxicante de perfume doce e o musgo úmido de seus corpos suados. Ele tentou se mover, mas cada ajuste de posição fazia o plugue pressionar contra suas entranhas, enviando ondas de dor aguda que se misturavam a um prazer proibido. Seu pau ainda estava duro, latejando, uma traição constante que o envergonhava e excitava ao mesmo tempo.

Ele fechou os olhos, tentando se concentrar em qualquer coisa que não fosse a sensação do metal dentro dele, o gosto de Lara em seus lábios, o peso de suas palavras ainda ecoando em sua mente. Mas era impossível. Ela havia se infiltrado em cada pensamento, cada respiração, como um vírus que corrompia tudo o que tocava.

Antônio tentou se levantar, mas suas pernas tremiam tanto que ele desabou de volta nos joelhos, um gemido abafado escapando de sua garganta. O plugue se moveu com o impacto, e ele mordeu o lábio inferior até sentir o gosto de sangue, tentando conter o som que ameaçava sair. Não adiantava. No silêncio do quarto, até sua respiração parecia alta demais, como se estivesse gritando.

Ele olhou para baixo, para seu próprio corpo, e sentiu uma onda de nojo. Sua pele estava marcada—marcas de mordidas nos ombros, arranhões vermelhos no peito, os mamilos ainda duros e doloridos onde Lara os havia beliscado. E mais abaixo, o plugue, brilhando levemente com o lubrificante, a base larga e preta contrastando com a pele pálida de suas nádegas. Era obsceno. Ele era obsceno.

Antônio tentou tirar o plugue. Suas mãos tremiam enquanto ele alcançava atrás de si, os dedos escorregando na superfície lisa de metal. Cada toque no objeto estrangeiro dentro dele o fazia estremecer, mas ele forçou os dedos a se fecharem em torno da base, puxando levemente. A dor foi imediata, cortante, como se estivesse sendo rasgado por dentro. Ele gritou, as mãos voando para a frente, o corpo se curvando em uma tentativa inútil de escapar da sensação.

Não. Ele não podia tirar. Lara havia ordenado que deixasse. E, pior ainda, ele queria deixá-lo. Queria sentir a pressão constante, a lembrança física de que ela estava no controle, mesmo quando não estava por perto.

Antônio desabou para frente, as mãos apoiadas no chão, a testa encostada nos nós dos dedos. Ele estava tremendo, o corpo coberto por uma camada fina de suor frio. Sua mente era um redemoinho de pensamentos contraditórios—vergonha, desejo, ódio, gratidão. Ele se odiava por ser fraco. Odiava-a por torná-lo assim. Mas, mais do que qualquer coisa, ele temia o dia em que ela pudesse cansar dele.

Porque, no fundo, ele sabia que não era só o plugue que o mantinha esticado, pronto para ela. Era algo muito mais profundo, muito mais doentio. Era a maneira como seu coração batia mais rápido quando ela entrava na sala. Era a maneira como seu corpo respondia a cada toque, cada palavra, como se fosse um instrumento afinado apenas para ela.

Antônio ficou ali, ajoelhado, por um tempo que não conseguia medir. O plugue dentro dele parecia pulsar em sincronia com seu coração, como se os dois estivessem conectados de alguma forma obscena. Ele tentou se distrair, contando as rachaduras no mármore do chão, seguindo as sombras que dançavam nas paredes à medida que a luz da lua se filtrava pela janela. Mas tudo o que conseguia ver era o rosto de Lara, seus olhos escuros, seu sorriso cruel e terno ao mesmo tempo.

Eventualmente, a exaustão o venceu. Seu corpo, esgotado pela tensão e pela mistura de dor e prazer, começou a relaxar contra sua vontade. Antônio sentiu seus músculos amolecerem, o peso de sua cabeça tornando-se demais para seu pescoço sustentar. Ele desabou para o lado, deitando-se de bruços no chão, as pernas ainda dobradas sob ele, o plugue pressionando contra o chão através de seu corpo.

Ele deveria se levantar. Deveria ir para a cama, tentar dormir, tentar esquecer, mesmo que por algumas horas. Mas não conseguia se forçar a se mover. Era como se seu corpo tivesse se tornado uma extensão do chão, uma parte do quarto, um objeto deixado para trás por Lara para ser usado quando ela quisesse.

Antônio fechou os olhos, e as lágrimas voltaram, silenciosas desta vez, escorrendo por suas têmporas e molhando o mármore frio abaixo. Ele não sabia mais o que era pior—o fato de que ela o havia quebrado tão completamente, ou o fato de que, em algum lugar dentro dele, uma parte sua gostava de estar quebrado.

Ele adormeceu assim, nu, marcado, com o plugue ainda dentro dele, sonhando com o sorvete que Lara havia prometido.


O barulho da porta se abrindo o acordou.

Antônio piscou, desorientado, a luz da manhã entrando pela janela como uma faca em seus olhos. Por um momento, ele não soube onde estava, por que seu corpo doía tanto, por que havia uma pressão constante em seu ânus. Então a memória voltou, e com ela, a vergonha.

Ele tentou se mover, mas cada músculo protestou. Seu pescoço estava rígido de ter dormido em uma posição estranha, e suas costas doíam onde havia pressionado contra o chão. Pior ainda era a sensação do plugue, que parecia ter crescido durante a noite, como se seu corpo tivesse se moldado em torno da intrusão, aceitando-a como parte de si mesmo.

Antônio gemeu baixinho, forçando-se a rolar para o lado. O movimento fez o plugue se deslocar dentro dele, e ele mordeu o lábio para não gritar. Ele precisava tirá-lo. Precisava. Mas suas mãos tremiam tanto que ele não conseguia se concentrar.

— Bom dia, meu lindinho.

A voz de Lara o fez congelar. Ele virou a cabeça lentamente, os olhos arregalados, e lá estava ela, encostada no batente da porta, observando-o com um sorriso que era ao mesmo tempo carinhoso e predatório. Ela estava vestida com um robe de seda que mal escondia as curvas de seu corpo, os cabelos ainda úmidos do banho, como se tivesse acabado de se preparar para ele.

— Você dormiu aqui no chão? — ela perguntou, a voz cheia de uma falsidade doce. — Que fofo.

Antônio sentiu o rosto queimar de vergonha. Ele tentou se levantar, mas suas pernas não respondiam. Lara observou sua luta com um sorriso, sem fazer nenhum movimento para ajudá-lo.

— Deixa eu te ajudar — ela ofereceu, finalmente, caminhando em sua direção com passos lentos.

Antônio deveria ter recuado. Deveria ter dito não. Mas tudo o que conseguiu fazer foi ficar ali, imóvel, enquanto ela se ajoelhava ao seu lado, as mãos deslizando por suas costas, os dedos traçando os músculos doloridos com uma delicadeza que o fez estremecer.

— Você tá todo duro — ela murmurou, não se referindo à sua ereção, mas ao corpo tenso. — Relaxa.

Ela pressionou os polegares em seus ombros, massageando os músculos rígidos com uma habilidade que o fez gemer. Antônio tentou resistir, mas era impossível. Seu corpo respondia a ela como sempre, traindo-o a cada toque.

— Isso — Lara sussurrou, os lábios perto de sua orelha. — Deixa a mamãe cuidar de você.

Ela continuou a massageá-lo, os dedos trabalhando nas tensões de seu corpo até que ele começasse a relaxar, apesar de si mesmo. Antônio sentiu as lágrimas voltarem, quentes e vergonhosas, escorrendo por seu rosto enquanto ela o tocava, o acalmava, o preparava.

— Hoje vai ser um dia especial — ela disse, a voz baixa e cheia de promessas. — Você vai ver.

Antônio não queria saber. Mas, como sempre, ele não tinha escolha. Ele pertencia a ela. Cada parte dele.

E Lara nunca o deixaria esquecer disso.

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Chapter 7

Doce Dominação

Antônio, marcado e humilhado, é forçado por Lara a comer biscoitos enquanto ela o tortura física e psicologicamente, explorando sua submissão e prazer sádico.

O sol da manhã filtrava-se pelas cortinas finas, pintando o quarto com uma luz dourada e suave, mas Antônio mal conseguia apreciá-lo. Ainda ajoelhado no chão, o corpo dolorido e marcado, ele sentia o peso do plugue dentro de si a cada movimento, uma lembrança constante da noite anterior. A pele ardia onde os dentes de Lara o haviam marcado, e os mamilos, ainda inchados e sensíveis, doíam ao menor toque do ar. Ele respirava fundo, tentando conter as lágrimas que ameaçavam voltarem, quando ouviu o farfalhar da seda se aproximando.

Lara parou diante dele, os pés descalços afundando levemente no tapete macio. O robe de seda que vestia deslizava sobre seu corpo como água, o tecido quase transparente na luz matinal, revelando as curvas que Antônio conhecia tão bem — e que agora o dominavam. Ela seguiu o saco de biscoitos na mão, balançando-o levemente, como se fosse um brinquedo para um animal de estimação. O cheiro doce e manteigoso dos biscoitos invadiu o ar, misturando-se ao perfume de Lara, uma combinação que fez o estômago de Antônio roncou, traindo sua fome.

Você deve estar com fome, não é? — ela perguntou, a voz um murmúrio meloso, quase carinhoso. Mas Antônio conhecia aquele tom. Era o mesmo que usava antes de afundar as unhas em sua pele ou antes de ordenar que ele se arrastasse como um cachorro. Ele engoliu em seco, os olhos fixos no saco, as mãos trêmulas apoiadas nas coxas. Não ousou responder. Não havia resposta certa.

Lara sorriu, um gesto que não alcançou seus olhos. Com um movimento rápido, ela puxou um biscoito do saco e segurou-o entre os dedos, aproximando-se de Antônio. Ele sentiu o calor do corpo dela antes mesmo que ela o tocasse, e quando seus dedos roçaram seu queixo, forçando-o a erguer a cabeça, um arrepio percorreu sua espinha. O biscoito estava quente, recém-saído do forno, e o cheiro era quase insuportável.

Abra a boca — ela ordenou, a voz baixa, mas firme.

Antônio obedeceu, os lábios tremendo enquanto se separavam. Lara deslizou o biscoito entre eles, mas não o soltou. Em vez disso, mantinha-o pressionado contra sua língua, forçando-o a mantê-lo na boca sem mastigar. Então, seus dedos subiram, envolvendo sua garganta com uma força que não era brincadeira. Antônio engasgou, os olhos arregalados, enquanto ela apertava apenas o suficiente para que ele soubesse que não tinha escolha.

Não engula — ela sussurrou, os lábios roçando sua orelha. — Se engolir, vou fazer você cuspir tudo de volta. Entendido?

Ele assentiu o melhor que pôde com a pressão em seu pescoço, o biscoito amolecendo lentamente em sua saliva. Lara soltou um pouco a mão, mas não o suficiente para que ele se sentisse livre. Em vez disso, seus dedos deslizaram para trás, afagando sua nuca antes de se enterrarem em seus cabelos, puxando sua cabeça para trás com um movimento brusco. Antônio gemeu, a dor no couro cabeludo misturando-se ao desconforto do plugue, mas não resistiu. Não adiantava.

Então, ela o beijou.

Não foi um beijo doce ou hesitante. Foi possessivo, voraz, seus lábios selando-se sobre os dele enquanto sua língua invadia sua boca, roubando o biscoito amolecido com uma habilidade que o deixou tonto. Antônio sentiu os dedos dela apertarem ainda mais seu pescoço enquanto ela chupava o biscoito de sua boca, sugando-o entre seus próprios lábios antes de mastigá-lo lentamente, os olhos fixos nos dele. O som de sua mastigação ecoou no silêncio do quarto, um lembrete cruel de quem estava no controle.

Mmm — ela murmurou, engolindo. — Delicioso. Você deveria experimentar.

Antônio não teve tempo de reagir. Lara já havia puxado outro biscoito do saco, repetindo o processo. Desta vez, porém, ela não se contentou em apenas apertar seu pescoço. Enquanto o biscoito derretia em sua boca, ela deslizou a mão livre por seu peito, os dedos arranhando os mamilos inchados até que ele estremeceu, uma mistura de dor e algo mais — algo que o envergonhava profundamente — percorrendo seu corpo. Quando ela o beijou novamente, sua outra mão desceu, as unhas raspando sua barriga antes de se fecharem ao redor de seu pênis, ainda mole, mas reagindo contra sua vontade.

Vejo que você gosta disso — ela riu baixinho, a respiração quente contra seus lábios. — Patético.

Antônio tentou recuar, mas ela segurou-o firme, a mão em seu pescoço imobilizando-o enquanto a outra continuava a brincar com ele, alternando entre carícias leves e beliscões que o faziam estremecer. O biscoito em sua boca já estava uma pasta doce, escorrendo pelos cantos enquanto ela o forçava a mantê-lo lá, sem engolir. Cada movimento de sua língua, cada tentativa de respirar, era controlado por ela.

Engula agora — ela ordenou de repente, soltando seu pescoço.

Antônio obedeceu sem pensar, o biscoito descendo por sua garganta com dificuldade. Antes que pudesse recuperar o fôlego, Lara já pressionava outro contra seus lábios, desta vez segurredno entre os próprios dentes. Ele teve que se inclinar para frente, os lábios roçando os dela enquanto ela o alimentava como se fosse um filhote de pássaro, os olhos brilhando com um prazer doentio.

Assim é melhor — ela murmurou, mordiscando seu lábio inferior antes de empurrar o biscoito para dentro de sua boca. — Você é tão mais obediente quando está com fome.

Desta vez, ela não o beijou imediatamente. Em vez disso, observou enquanto ele mantinha o biscoito na boca, a saliva escorrendo, os olhos úmidos. Então, com um movimento lento, ela deslizou a mão entre suas pernas, os dedos pressionando contra o plugue. Antônio arquejou, o corpo tenso, mas ela não se importou com sua dor. Seus dedos circularam a base do plugue, empurrando-o levemente para dentro antes de soltá-lo, apenas para repetir o movimento, como se estivesse brincando com um brinquedo.

Você sente isso, não é? — ela perguntou, a voz um sussurro venenoso. — Sente como está cheio? Como pertence a mim?

Ele não respondeu. Não conseguia. As lágrimas finalmente escaparam, escorrendo por suas bochechas enquanto ela continuava a torturá-lo, alternando entre o plugue e seu pênis, agora semi-ereto, traindo-o. Cada vez que ele pensava que não aguentaria mais, ela parava, apenas para começar de novo, como se estivesse saboreando cada segundo de sua humilhação.

Quando o saco de biscoitos finalmente ficou vazio, Antônio estava tremendo, o corpo coberto de suor, a boca dolorida e a garganta seca. Lara recostou-se nos calcanhares, observando-o com um sorriso satisfeito, como se tivesse acabado de completar uma obra de arte. Ela passou o polegar por seu lábio inferior, limpando um resquício de biscoito, antes de chupá-lo lentamente, os olhos nunca deixando os dele.

Você foi um bom menino hoje — ela disse, como se estivesse elogiando um cachorro. — Talvez eu te dê mais tarde. Se se comportar.

Antônio não teve forças para responder. Ele apenas permaneceu ajoelhado, quebrado, enquanto ela se levantava, o robe de seda deslizando sobre suas pernas enquanto se afastava. O som de seus passos foi se distanciando, deixando-o sozinho no silêncio do quarto, com nada além da dor, da vergonha e do gosto doce e amargo dos biscoitos em sua língua.

A Adoração dos Pés
My Spicy Vanilla
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Chapter 1

A Adoração dos Pés

Rita domina seu marido em uma cena de adoração e humilhação, onde ele é forçado a beijar e lamber seus pés, provando sua submissão absoluta.

O sol da tarde filtrava-se pelas cortinas de seda preta, pintando listras douradas no chão de mármore frio do quarto. O ar estava pesado, carregado com o perfume doce e intoxicante de óleo de coco misturado ao suor fresco—um aroma que se colava à pele como uma segunda camada. No centro do ambiente, dominando o espaço com sua presença imponente, estava Rita. Sua altura de dois metros e meio fazia com que até os móveis mais altos parecessem diminutos ao seu redor. A pele, escura como ébano polido, brilhava sob a luz difusa, realçando cada curva generosa de seu corpo, envolto em um robe de seda vermelha que mal conseguia conter seus seios firmes e cheios. As tranças finas e bem cuidadas caíam até a cintura, balançando levemente a cada movimento, como serpentes dóceis ao vento.

Seus pés, descalços e imaculados, repousavam sobre um pufe de veludo preto, as unhas pintadas de um vermelho sangue, tão brilhantes que pareciam úmidas. Os dedos longos e esculpidos se moviam com uma graça felina, como se fossem obras de arte vivas, feitas para serem adoradas. Ela observava, com um sorriso lento e perverso, o homem ajoelhado a seus pés. Seu marido. Um homem de estatura média, musculatura definida, mas que, na presença dela, parecia encolher-se, reduzido a nada mais que um servo tremulo.

Mais baixo — sua voz era um ronronar profundo, quase um growl, que ecoava pelas paredes como um comando divino. — Ajoelha direito, seu inútil. Sua testa precisa encostar no chão.

Ele obedeceu sem hesitar, os joelhos afundando na pelúcia grossa do tapete persa enquanto curvava a coluna, esticando os braços à frente como um penitente em busca de perdão. A respiração dele era ofegante, o calor do próprio corpo aprisionado entre o chão e o peito nu, suado. Podia sentir o cheiro dos pés dela—uma mistura intoxicante de loção de karité, sal e algo primitivo, quase animal, que fazia seu estômago revirar de desejo e submissão.

Rita esticou uma perna, deslizando o pé esquerdo até que a planta quente e macia repousasse sobre a nuca do marido. Ele estremeceu, mas permaneceu imóvel, sabendo que qualquer movimento não autorizado seria punido. Os dedos dela se flexionaram, as unhas afiadas arranhando levemente a pele sensível atrás de sua orelha, como se estivesse marcando território.

Você sabe por que está aí, não sabe? — ela perguntou, mais como uma afirmação do que uma pergunta. A voz era melódica, mas carregada de uma autoridade que não admitia réplica. — Porque você é meu. Cada parte sua me pertence. Cada suspiro, cada gota de suor, cada pensamento sujo que passa por essa cabeça vazia.

Ele engoliu em seco, sentindo a pressão do pé dela aumentar, empurrando seu rosto com mais força contra o tapete. O tecido áspero arranhava sua bochecha, mas a dor era apenas um detalhe diante da humilhação deliciosa que inundava seus sentidos.

Sim, senhora — murmurou, a voz abafada pelo tecido. — Eu sou seu.

Rita riu, um som rico e gutural que vibrou por todo o quarto. Com um movimento lento e calculado, ela retirou o pé da nuca dele e o deslizou pela coluna, descendo até a cintura, onde pressionou com força suficiente para fazê-lo arquear as costas. Ele gemeu baixo, uma mistura de dor e prazer, enquanto as solas quentes dela queimavam através da camisa fina que ainda vestia.

Tire isso — ela ordenou, chutando levemente a camisa com o dedão do pé. — Não quero nada entre a minha pele e a sua boca.

As mãos dele tremiam ao obedecer, arrancando a peça de roupa e jogando-a de lado. Agora nu da cintura para cima, sentia o ar frio do quarto beijar sua pele úmida, enquanto os olhos de Rita o devoravam com um olhar faminto, como se estivesse avaliando um banquete.

Agora, rasteje — ela comandou, apontando com o dedão do pé direito para o espaço entre suas coxas. — Venha provar o que é seu de direito.

Ele não hesitou. Arrastou-se para frente, as palmas das mãos pressionadas contra o chão, os músculos dos braços tremendo com o esforço de se mover devagar, como se cada centímetro fosse uma concessão que ela poderia revogar a qualquer momento. Quando finalmente chegou perto o suficiente, o cheiro dela o envolveu por completo—um buquê de poder, feminilidade e algo selvagem, como o aroma de uma predadora no auge de sua caça.

Rita afastou levemente as pernas, apenas o suficiente para que ele visse a sombra úmida entre suas coxas, escondida sob a seda do robe. Mas não era isso que ela queria agora. Com um movimento rápido, ela levantou o pé esquerdo e o pressionou contra o peito dele, empurrando-o para trás até que ele estivesse sentado sobre os calcanhares, olhando para cima, os lábios entreabertos, os olhos vidrados de necessidade.

Não é ali que você vai beijar, seu idiota — ela sussurrou, inclinando-se para frente apenas o suficiente para que o robe se abrisse um pouco mais, revelando a curva interna de uma coxa escura e sedosa. — É aqui.

Ela apontou para a sola do próprio pé, agora a apenas centímetros do rosto dele. A pele ali era macia, quase aveludada, mas com uma textura firme, como se fosse esculpida para ser adorada. As linhas dos pés dela eram perfeitas, os dedos longos e elegantes, as unhas vermelhas como rubis polidos.

Comece pelos dedos — ela ordenou, recostando-se no pufe, as mãos apoiadas atrás do corpo, os seios pressionados para cima, criando um vale profundo entre eles. — Lamba cada um. Devagar. E se eu sentir seus dentes, juro por Deus que você vai passar a semana dormindo no chão.

Ele não ousaria desobedecer. Inclinou-se para frente, os lábios tremendo ao se aproximarem do dedão do pé esquerdo dela. O cheiro era mais intenso aqui—salgado, terroso, uma essência que o fazia salivar. Quando finalmente tocou a ponta da língua na pele quente, um arrepio percorreu seu corpo, como se tivesse sido eletrocutado. O gosto era uma explosão: sal, um toque de loção, e algo indescritivelmente ela.

Rita suspirou, os dedos dos pés se curvando levemente enquanto ele trabalhava, lambendo cada dedinho com uma devoração quase religiosa. Ela observava, os olhos semicerrados, os lábios entreabertos, enquanto a língua dele deslizava entre os dedos, explorando cada recanto, cada linha. Quando ele chegou ao mindinho, ela flexionou o pé, pressionando-o contra a boca dele, forçando-o a abrir mais, a aceitar mais dela dentro de si.

Isso — ela murmurou, a voz rouca de prazer. — Assim. Mostra pra sua senhora como você adora seus pés.

Ele gemeu contra a sola dela, as mãos se crispando no tapete enquanto a língua percorria o arco do pé, subindo até o calcanhar, onde a pele era mais grossa, mais resistente. Rita arqueou as costas, um som gutural escapando de sua garganta quando ele chupou levemente a área sensível logo abaixo dos dedos.

Mais — ela exigiu, empurrando o pé com mais força contra o rosto dele. — Me faz gozar só com essa boca.

Ele não precisava de mais incentivo. Agora, estava perdido na adoração, as mãos subindo para segurar o tornozelo dela, os dedos afundando na carne macia enquanto a língua trabalhava sem parar. Cada lambeida era um ato de devoción, cada chupada uma prece. Os gemidos dela enchiam o quarto, misturando-se aos sons molhados de sua boca, criando uma sinfonia de submissão.

Rita segurou a cabeça dele com o outro pé, os dedos afundando em seus cabelos, guiando-o, controlando-o. Ela movia o pé em círculos, esfregando-o contra a língua dele, como se estivesse usando seu rosto para se aliviar. Os músculos das coxas dela tremiam, o corpo inteiro tenso, à beira de algo.

Assim, seu cachorro — ela ofegou, as unhas arranhando seu couro cabeludo. — Lamba como se sua vida dependesse disso. Porque depende.

Ele não tinha dúvidas disso. Nada importava mais do que aquele momento, do que a sensação dos pés dela em sua boca, do gosto dela em sua língua, do som de sua voz rouca ordenando, exigindo, dominando. Quando ela finalmente gozou, foi com um grito abafado, as coxas se fechando com força enquanto o corpo todo estremecia. Ela empurrou o pé com mais força contra a boca dele, como se quisesse afundá-lo, marcá-lo por dentro, e ele aceitou tudo, engolindo cada segundo, cada ordem, cada gota de sua humilhação.

Quando ela finalmente retirou o pé, estava ofegante, os olhos brilhando com uma satisfação cruel. Ele permaneceu ajoelhado, os lábios inchados, o queixo molhado, olhando para cima como um mendigo esperando migalhas.

Rita sorriu, passando o dedão do pé pelo lábio inferior dele, espalhando a própria umidade sobre a pele sensível.

Bom garoto — ela murmurou, a voz ainda trêmula do orgasmo. — Mas ainda não acabou. Agora, você vai beijar o outro pé. E desta vez... — ela inclinou-se para frente, os seios quase escapando do robe enquanto sussurrava no ouvido dele — ...você não para até eu dizer.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

O marido miniaturizado na boca de Renata

O sol quente do verão batia na movimentada churrascaria brasileira enquanto Renata e suas amigas desfrutavam de um almoço festivo em meio aos aromas saborosos de carnes grelhadas e risadas adolescentes. Renata, uma atraente jovem de 22 anos com cabelos castanhos cacheados e sedutores, olhava para a multidão de clientes devorando suculentos cortes de picanha e fraldinha, sua língua balançando ao redor de sua boca. O que nenhum dos espectadores sabia era que aninhado com segurança na boca de Renata, perfurado em sua língua flexível, estava seu marido Carlos, de 35 anos - miniaturizado a um mero grão do tamanho de uma formiga. Meses atrás, Renata ficou intensamente ciumenta dos flertes de Carlos com outras mulheres. Fervendo de inveja e possessividade, ela tomou uma decisão precipitada - ela contrataria um cientista para encolher seu marido até um tamanho minúsculo e afixá-lo como um piercing permanente na língua. Dessa forma, ela poderia mantê-lo literalmente enrolado em seu dedo mindinho o tempo todo. Agora, Carlos se encontrava irremediavelmente preso, totalmente à mercê de Renata. Desamparado e imóvel, ele só podia comer qualquer pedaço que Renata decidisse moer entre os dentes. Ontem era um pedaço fibroso de tri-tip. Terça-feira uma azeitona preta firme. Hoje, Carlos assistiu horrorizado enquanto os lábios carnudos de Renata se abriam e um pedaço de chouriço do tamanho de um polegar deslizava por ele, carregado em uma onda de saliva de perlox. Ele tinha que pensar rápido. Enquanto a língua de Renata pendia para fora para pegar os sucos pingando, Carlos subiu em suas papilas gustativas, uma pequena figura ofuscada pela carne molhada e enrugada. Ele tinha que chamar a atenção dela de alguma forma. "RENATA!" Carlos gritou, sua voz do tamanho de um dedal perdida na caverna de sua boca. "RENATA, POR FAVOR! Me solte! Eu serei fiel, eu juro!" Mas seus gritos eram inúteis, meros zumbidos de mosquitos abafados pelos estalos de Renata e pelos gemidos dos clientes abarrotados. Ao redor dele, a boca de Renata era um caleidoscópio estonteante de sensações — a pressão escorregadia de suas bochechas, as ondulações pegajosas de sua língua, o barulho encharcado de polpa de carne se dissolvendo em cuspe. Carlos lutou contra sua náusea crescente enquanto um riacho espesso de perlox escorria por suas pernas. E então, à distância, Carlos avistou — o arco mal iluminado da garganta de Renata, uma passagem estreita e úmida brilhando com muco. Um arrepio percorreu o corpo do tamanho de um dedal de Carlos. Ele sabia que se caísse por aquela rampa escorregadia, tudo acabaria. De repente, a língua de Renata ondulou e Carlos se viu caindo de ponta a ponta, cambaleando em direção ao vórtice escancarado de seu esôfago. Ele tentou desesperadamente as paredes viscosas, mas não adiantou - com um golpe de gravidade nauseante, Carlos despencou no túnel quente e escuro da garganta dela. O mundo girou em um borrão de carne retorcida e pulsante enquanto Carlos girava no ar, seu corpo minúsculo golpeado por ondas de contração peristáltica. A garganta de Renata o engoliu inteiro, os músculos da garganta o amassando como um pedaço de carne seca dura. E então, com um golpe molhado, Carlos pousou com um plop no estômago de Renata. Uma inundação de sucos ácidos se acumulou ao redor dele, o fedor de carne de almoço meio digerida subindo em uma nuvem nociva. Ao redor dele, as paredes apertadas da barriga de Renata se agitavam e ondulavam, um balé estonteante de carne retorcida. Carlos piscou para afastar as lágrimas ácidas que ardiam em seus olhos, seu cérebro do tamanho de um dedal girando. Ele estava preso agora, irrevogavelmente. Um grão indefeso flutuando em um mar de fluidos digestivos, condenado a ser lentamente decomposto em nutrientes que abasteceriam o corpo de seu captor. Renata conseguiria manter seu marido dentro dela para sempre agora. Um complemento permanente para sua própria carne, um amante em miniatura que ela poderia controlar completamente. E em algum lugar distante, Carlos ouviu a risada forte e risonha de Renata e suas amigas, um coro de prazer cruel ecoando pela prisão de seu estômago. No final, Carlos foi engolido vivo na barriga de sua própria esposa, uma vingança das mais sujas. Uma punição adequada para um marido que não conseguiu satisfazer. E Renata? Ela agora era a mulher mais invejada do Rio, a garota cujo marido estava sempre ao seu lado - aninhado mais apertado do que qualquer amante poderia esperar estar.

O encontro erótico do estudante de pós-graduação e as cinco amigas.

O encontro erótico do estudante de pós-graduação e as cinco amigas. Todos entre 25 e 29 anos. John, um estudante de pós-graduação em uma universidade de prestígio, estava no meio de uma pesquisa para sua tese quando recebeu uma mensagem em grupo de cinco de suas amigas, todas elas incrivelmente atraentes e com personalidades que poderiam iluminar uma sala. A mensagem era simples: venha para nossa casa hoje à noite, queremos nos divertir. Intrigado e animado, John concordou e foi até a casa delas naquela noite. Ao chegar, ele foi recebido pelas cinco mulheres, todas vestidas de uma forma que deixava pouco para a imaginação. Elas o levaram para a sala de estar, onde o ar estava denso de tensão e desejo. As mulheres não perderam tempo e começaram a tocar e acariciar John, cada uma delas se revezando para explorar seu corpo. Sarah, uma ruiva fogosa com uma inteligência rápida e uma língua afiada, foi a primeira a fazer um movimento. Ela montou em John, sua saia subindo para revelar suas coxas nuas. Sarah apertou seus quadris contra ele, sua excitação crescendo a cada momento que passava. Ela se inclinou e sussurrou coisas sujas em seu ouvido, causando arrepios na espinha de John. A próxima foi Emily, uma loira bombástica com uma risada que poderia derreter gelo. Ela se ajoelhou na frente de John, seus olhos cheios de desejo. Emily lentamente desabotoou suas calças, liberando sua ereção crescente. Ela o levou em sua boca, girando sua língua ao redor dele, fazendo-o gemer de prazer. Então havia Rachel, uma morena com um corpo que poderia fazer o coração de qualquer homem disparar. Ela subiu em cima de John, sua umidade o cobrindo enquanto ela deslizava para baixo sobre ele. Rachel o cavalgou com força, seus seios saltando a cada impulso. Olivia, uma mulher curvilínea com uma paixão ardente, foi a próxima. Ela virou John, então ele ficou de costas para ela. Olivia entrou nele por trás, suas mãos agarrando seus quadris enquanto ela o penetrava. O ângulo permitiu que ela alcançasse lugares que ninguém mais conseguia, e John não pôde deixar de gritar de prazer. Finalmente, havia Mia, uma mulher pequena com uma veia teimosa. Ela sentou no rosto de John, esfregando seus quadris contra ele. Mia gemeu enquanto a língua de John a explorava, seu orgasmo aumentando a cada momento. As mulheres se revezavam, cada uma delas satisfazendo seus desejos e levando John à beira do êxtase. Todas estavam perdidas no momento, seus gemidos e suspiros enchendo a sala. John não conseguia acreditar no que estava acontecendo, mas não queria que parasse. A noite terminou com todas as cinco mulheres atingindo o clímax, seus corpos tremendo de prazer enquanto gritavam em liberação. John, exausto, mas satisfeito, deitou-se enquanto as mulheres se reuniam ao seu redor, seus corpos entrelaçados com o dele. Foi uma noite de paixão e desejo, uma noite que John nunca esqueceria. As cinco mulheres lhe mostraram um lado delas que ele nunca tinha visto antes, e ele experimentou um prazer que nunca tinha conhecido. Foi uma noite que ficaria para sempre gravada em sua memória, um lembrete do poder do desejo e da beleza do corpo humano.

Pés de Dona ...