segunda-feira, 12 de maio de 2025

O Prisioneiro de Vidro

O Planeta das Gigantas era dominado por uma raça evoluída de mulheres colossais, enquanto os homens, por razões desconhecidas da ciência local, não passavam de 20 centímetros de altura. Eles eram delicados, frágeis e totalmente dependentes de suas companheiras gigantes para sobreviver. E, para algumas mulheres, isso significava poder absoluto. Júlia, uma pesquisadora de renome no setor biotecnológico, sempre teve um fascínio especial por esse desequilíbrio. Inteligente, perspicaz e cruelmente bela, ela via os homens não como parceiros, mas como pequenas curiosidades biológicas, algo a ser estudado, testado… e possuído. Foi assim que Tony, um homem de 40 anos, tornou-se seu pequeno prisioneiro, trancado dentro de um cilindro de vidro reforçado, sem chance alguma de fuga. Ela o mantinha ali, não por necessidade, mas por capricho puro, pois adorava ver como ele reagia às suas provocações. Naquela noite, Júlia estava particularmente entediada. Ela se sentou em sua cadeira de observação, o vidro brilhando sob a luz azulada do laboratório, e sorriu de maneira quase indulgente ao olhar para Tony. — Hoje vamos nos divertir um pouco mais, pequenino. Tony, acostumado às brincadeiras perversas da esposa, engoliu seco. Sabia que não havia escapatória, mas não podia evitar aquela onda de ansiedade que percorria seu corpo sempre que ela inventava um novo desafio. Júlia deslizou os dedos ao longo do vidro, um gesto que para ele parecia quase um terremoto, e disse com um brilho provocativo nos olhos: — Se conseguir sair do vidrinho em trinta minutos, você estará livre. Era a mesma proposta de sempre. Um jogo cruel. Ele nunca conseguiria sair – ela tinha certeza disso. Mas o que ela queria, na verdade, não era vê-lo tentando escapar. Não, isso seria muito previsível. Hoje, ela queria vê-lo dançar para ela. — Mas antes, quero que me entretenha. Dance para mim, Tony. Me mostre que sabe agradar sua dona. Tony sentiu um frio percorrer sua espinha. Ele sabia que não tinha escolha. Mesmo que quisesse protestar, sabia que Júlia não aceitaria. Seu rosto imenso e lindo o observava com diversão, esperando que ele começasse. E então, ele dançou. Seus passos eram desajeitados, movendo-se no espaço apertado do vidro, enquanto Júlia o observava com um sorriso de satisfação. O calor de seu olhar era quase esmagador, e ela inclinou a cabeça, os lábios se curvando num sorriso preguiçoso. — Isso… muito bem, pequenino. Continue… Ela estava se divertindo. Sentia-se como uma deusa observando seu pequeno adorador tentando conquistá-la. Sabia que, no final, ele nunca sairia do vidrinho. Ele nunca seria livre. Mas isso não importava. Porque enquanto ele dançava, tremendo sob seu olhar imenso e irresistível, Júlia sabia que ele estava exatamente onde deveria estar: sob seu controle absoluto.

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