A manhã ainda estava fria quando empurrei a porta da padaria e entrei, sendo recebido pelo cheiro irresistível de pão fresco e café recém-passado. Como de costume, eu tinha ido comprar algumas coisas para o café da manhã, mas havia outro motivo que me fazia frequentar aquele lugar quase todos os dias. Ela estava ali. Atrás do balcão, organizando uma pilha de notas e moedas, a caixa da padaria me lançou um olhar rápido e um sorriso discreto. Seu nome era Camila – eu havia lido no crachá algumas semanas antes –, e desde o primeiro dia em que a vi, algo nela me despertou um interesse imediato. Ela não era como as outras atendentes. Havia um mistério em seus olhos castanhos profundos, uma calma sedutora nos movimentos que fazia ao manusear os produtos e atender os clientes. Seus cabelos estavam presos em um coque despretensioso, mas alguns fios soltos caíam ao redor de seu rosto, e seus lábios, pintados de um tom sutil, pareciam prontos para um segredo a ser contado. A fila avançava devagar, e a cada passo que eu dava em direção ao caixa, sentia minha respiração ficar um pouco mais pesada. O clima entre nós já se arrastava há semanas – olhares furtivos, sorrisos que diziam mais do que simples cortesia, dedos que se tocavam brevemente ao entregar o troco. Quando chegou a minha vez, ela ergueu os olhos, mantendo o contato visual por um segundo a mais do que o necessário. — Bom dia — sua voz era suave, mas havia um tom de provocação escondido ali. — Bom dia, Camila — respondi, aproveitando para dizer seu nome, saboreando-o nos lábios. Ela ergueu uma sobrancelha, surpresa por eu tê-lo usado, mas sorriu de lado, como se gostasse da ousadia. — O de sempre? — perguntou, já pegando os pães que eu costumava comprar. — Hoje quero algo diferente — retruquei, inclinando-me levemente sobre o balcão. Ela parou por um instante, como se avaliasse o duplo sentido escondido em minhas palavras. Seus dedos tocaram a tela da máquina registradora, mas sua atenção ainda estava em mim. — Algo doce, talvez? — perguntou, a voz mais baixa. — Doce e intenso — respondi, meu olhar fixo nos lábios dela. Ela umedeceu os próprios lábios sutilmente e desviou o olhar por um momento, mas não antes de um rubor suave subir por seu pescoço. Camila pegou um saco de papel e colocou alguns pães ali dentro, mas antes de fechar o pacote, olhou para os lados, verificando se alguém estava prestando atenção em nós. Então, num gesto inesperado, pegou um biscoito amanteigado e o partiu ao meio. — Prova — ela sussurrou, segurando um pedaço na ponta dos dedos e trazendo até meus lábios. Meu coração disparou. Mantendo os olhos fixos nos dela, abri a boca e aceitei o pedaço de biscoito, sentindo a manteiga derreter na língua, mas o sabor era secundário comparado ao calor do momento. Seus olhos brilharam com uma mistura de satisfação e desafio. — Aprovado? — perguntou, mordendo de leve a outra metade do biscoito. — Delicioso — respondi, engolindo devagar. Ouvimos passos se aproximando, e Camila rapidamente fechou o saco e me entregou. — Aqui está — disse, sua voz voltando ao tom profissional. Mas antes de pegar o dinheiro da minha mão, sua unha deslizou de leve sobre a minha pele, deixando um arrepio pelo meu braço. Paguei e peguei o troco, nossas mãos se tocando por mais tempo do que o necessário. — Nos vemos amanhã? — perguntei, já recuando. Ela mordeu o lábio e assentiu. — Amanhã.
Histórias sobre esposas, amigas ou namoradas gigantes e as formas de domínio sobre seus maridos, amigos namorados miniaturizados.
segunda-feira, 12 de maio de 2025
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