segunda-feira, 12 de maio de 2025

O Prisioneiro de Ingrid

O planeta Velmora era um mundo onde a natureza decidiu seguir um caminho incomum: enquanto as mulheres atingiam alturas colossais, os homens, mesmo na fase adulta, jamais ultrapassavam 50 centímetros de altura. Por gerações, essa disparidade moldou a sociedade, transformando os homens em pequenos companheiros, seres frágeis à mercê da vontade de suas gigantescas parceiras. Ingrid, uma jovem de 23 anos, era uma das mulheres mais desejadas de sua geração. Dona de uma beleza hipnotizante e uma mente afiada, ela não via os homens como iguais. Para ela, eles eram apenas entretenimento. Pequenos, frágeis, completamente impotentes diante de sua presença avassaladora. Seu marido, Antonio, de 40 anos, era prova disso. Ele vivia dentro de uma pequena gaiola, uma estrutura projetada para que nunca houvesse fuga. Ingrid fazia questão de manter um jogo cruel com ele. Todos os dias, ela lhe oferecia um desafio: — Se conseguir sair da gaiola em trinta minutos, você estará livre. Antonio tentava, se agarrava às barras, estudava cada centímetro da estrutura, mas era impossível. A gaiola era forte demais. E Ingrid apenas se deliciava vendo-o falhar, repetidamente. Mas naquela noite, o jogo seria ainda mais cruel. Na grande mesa de jantar, Ingrid havia preparado o prato favorito de Antonio: carne suculenta, legumes no vapor, um pão dourado e fresco, acompanhado de um vinho envelhecido. O cheiro inundava o ambiente, atingindo Antonio de maneira devastadora. — Está com fome, querido? — Ingrid perguntou, sorrindo de maneira travessa. Antonio engoliu em seco. Seu estômago roncava. Ele estava faminto. Ingrid pegou um pedaço da carne suculenta e o levou aos lábios. Mordeu devagar, os olhos fixos nele, como se saboreasse o momento tanto quanto a comida. O líquido escorria pelo canto de sua boca, e ela gemeu suavemente de satisfação. — Tão delicioso… — ela provocou. Antonio sentiu-se sufocar. O cheiro da comida era irresistível, e vê-la se deliciar apenas tornava tudo pior. Ele se segurou nas grades da gaiola, os olhos suplicantes, mas Ingrid apenas riu e pegou um pedaço de pão, quebrando-o em pequenos farelos. — Aqui está sua parte, amor. Ela deixou cair alguns míseros farelos de pão dentro da gaiola. Farelos. Antonio olhou para os pedaços minúsculos no chão frio da gaiola. Ele queria resistir, queria demonstrar sua raiva, mas a fome falava mais alto. E Ingrid sabia disso. Ela observava enquanto ele, relutante, pegava um farelo e o levava à boca. — Boa noite, querido. Amanhã jogamos de novo. Ela apagou as luzes e deixou Antonio ali, com o estômago roncando, o orgulho ferido e a certeza absoluta de que ele jamais teria uma chance real de escapar.

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